LAUTREAMONT E SADE

A literatura continua sendo justamente o objeto da crítica, mas a crítica não manifesta a literatura. Ela não é uma das maneiras pela qual a literatura, mas pela qual a Universidade e o jorna-lismo se afirmam e ela toma emprestada sua importância da realidade dessas potências consideráveis, uma estática, a outra dinâmica, ambas firmemente orientadas e organizadas. Naturalmente, poderemos concluir disso que seu papel não é medíocre, já que consiste em colocar a literatura em relação com realidades precisamente tão importantes; esse papel seria um papel de mediação; o crítico é o honesto corretor de seguros. Em outros casos, o jornalismo conta menos que as diversas formas de organização política e ideológica; a crítica, então, se prepara nos escritórios, junto aos valores mais altos que ela deve representar; o papel de intermediário é reduzido ao mínimo; o crítico é um porta-voz que aplica, por vezes com arte e não sem uma margem de liberdade, as indicações gerais. Mas, não é assim em todas as regiões? Estamos falando de uma mediação exercida pela crítica em nossas culturas ocidentais – como ela se realiza, o que ela significa, o que ela exige?

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R$76,30

Autor: BLANCHOT, MAURICE
Tradutor: ALMEIDA FILHO, ECLAIR ANTONIO

Origem: NACIONAL
Editora: LUMME EDITOR
Idioma: PORTUGUÊS
Edição: 1
Assunto: Literatura Internacional – Teoria e Critica Literária
Idioma: PORTUGUÊS
Ano: 2014
País de Produção: BRASIL
Código de Barras: 9788582340516
ISBN: 8582340516
Encadernação: BROCHURA
Altura: 21,00 cm
Largura: 14,00 cm
Complemento: NENHUM
Nº de Páginas: 240

Informação adicional

Dimensões 14 × 21 cm