[ No prelo ] A ROSA ILÍCITA – Os melhores poemas de Alfredo Fressia

La chair est triste, hélas, mas e a fantasia?, / e é mental um pecado se usamos os sentidos? / Pelos nove buracos do corpo, como um guia, / a vertigem foi abrindo as chaves do alívio. (…)

A obra de Alfredo Fressia é importante, pois dialoga de forma intensa e direta com a produção poética das últimas décadas, sendo peça significativa para a compreensão da poesia dos “anos de chumbo” que a América Latina viveu a partir de meados dos anos 60, o exílio e a redemocratização, a liberação sexual, as questões de gênero, a imigração e as migrações. Porém ela vai além dessa relação com a poesia contemporânea, pois trabalha dentro de toda a tessitura histórico-cultural da literatura de língua espanhola e, no caso, da literatura de língua latina, desde Virgílio, passando pelo Siglo de Oro, Racine, Baudelaire, Rimbaud, Mallarmé, Darío, Augusto dos Anjos, Vallejo, Cabral, entre outros.
Além disso, para o leitor brasileiro, descobrir/redescobrir, conhecer/reconhecer esta obra é de extrema importância, pois fala de um poeta que tem posição de destaque na América Latina de língua espanhola, com livros publicados em diversos países como México, Argentina, Peru, França, Itália, Portugal, entre outros; vencedor dos principais prêmios literários no Uruguai, mas que no Brasil (país onde reside desde 1976), fora o meio literário, é ainda pouco conhecido do grande público.

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Seleção, tradução, introdução e notas de Lucas Perito

Autor: Alfredo Fressia
Altura: 21,00 cm
Largura: 14,00 cm
Ano de edição: 2020
Edição bíligue: Espanhol e Português